Subscribe

RSS Feed (xml)

Powered By

Skin Design:
Projecto FórumJovem

Powered by Blogger

OS JOVENS TAMBÉM TÊM OPINIÃO SOBRE OS ASSUNTOS DO DIA-A-DIA, DO PAÍS E DO MUNDO! ESTE É O BLOG ONDE ESSA OPINIÃO CONTA. DÁ-NOS A TUA. SER JOVEM É UM ESTADO DE ESPÍRITO (e segundo a lei é dos 14 aos 30 xD)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Campos de Férias

C

omo todos já devem ter reparado estamos em plena época balnear, o sol raia nos céus, altas temperaturas atormentam todo e qualquer pacote de manteiga guardado fora do frigorifico, o que para todo o estudante é sinonimo de férias, praia, amigos, saídas à noite, enfim pura da loucura, afinal de contas, todo o adolescente vive para esta altura do ano não me digam que não. Mas apesar de tudo isso, há pais que teimam em trocar as voltas aos filhos, ou tentar fazê-lo, de alguma forma, nesta altura, estou pois a falar da segunda notícia mais passada nos telejornais logo após a actualização da gripe A: campos de férias.

Pois é, qualquer um de nós pode ligar o telejornal e contar, todos os dias, as pseudo -reportagens que aparecem a cada noticiário para nos dar a conhecer mais um campo de férias. O jornalista começa por apresentar o recinto do campo; fazer a típica entrevista ao rapaz/rapariga que estão a adorar passar aqueles dias ali, meio desterrados muitas vezes no meio do nada; passando depois a palavra para os instrutores que se gabam das suas medidas rígidas a que sujeitam todos os inscritos, cujos pais pagam uma fortuna para deixaram os seus filhos ao cuidado de pessoas totalmente desconhecidas durante uma ou duas semanas (ou até mais) privados de muita coisa que nem na escola ou em casa o são; tudo isto intercalado obviamente com muitas imagens de actividades super divertidas e de crianças super alegres a desfrutarem de tudo o que, em casos normais, seriam talvez repudiados pelos mesmos; imagens de incrível “frescura” e muita adrenalina que convencem até o velho mais caquéctico a ter desejo não só de depositar todo e qualquer neto que, nesta altura, não lhe largam a porta de casa para lanchar levando-o até a ponderar se não seria até bom para ele mesmo lá passar uns dias (mas sem os netos, claro); terminando, sem descorar medidas de segurança presentes, com uma análise curta aos preços das estadias, assumindo-os como muito normais e perfeitamente justificáveis com o tipo de serviço prestado, até já cheguei a ouvir a palavra “saldo”, e alguns jornalistas chegam mesmo a referir dados estatísticos comparativos com anos anteriores referentes à adesão dos mesmos campos.

Vê-se de tudo: desde o típico acampamento em tendas no meio do mato; ao alojamento em antigos conventos; aos aquartelamentos militares transformados em pseudo – academias; ao campo perto da praia repleto de actividades como mergulho, surf, etc., todas elas como extra do contrato e pagas a preço de ouro; até à vida numa quinta onde todos se dedicam ao cultivo, ao tratamento da horta e das vinhas se houver (bela forma de tratar das terras, já nem se dedicam à mão de obra mal paga de leste, recebem para esta ser tratada por miúdos de 16 anos cujos pais têm mais que fazer do que os aturar nas férias).

No meio disto tudo a parte mais esquecida, mas a mais atingida, por tudo isto são os adolescentes e a sua vontade. Acredito, e não o nego, que muitos ou mesmo a maioria se divirtam com estes ditos campos de férias aos quais gosto de chamar de depósito de crianças. Acredito que seja até divertido travar novas amizades, conhecer novas pessoas, passar uns tempos em ambientes desconhecidos até então, travando conhecimentos e experiências com a natureza e com outros da sua idade. Eu próprio me convenço, quando vejo as imagens, de que seria óptimo para mim lá passar uma semana… (convenço mesmo), mas depois vou ver e já tenho quase 19 anos, ou seja a idade da maioria dos instrutores que cuidam dos mais novos durante as actividades.

Que isso, o divertimento, seja verdadeiro e exista, acredito e acho ponto assente. A questão é outra para mim. A questão, no meu ponto de vista, reside em qual o preço a pagar por isso e quando falo de preço não falo de valor monetário propriamente porque esse já nós sabemos que é elevado. O preço que a sociedade e cultura em família vão pagando é que para mim são importantes.

Todas as actividades que vemos serem divulgadas durante as reportagens servem de chamariz a todos os familiares a deixarem as suas crianças ao abrigo destas instituições durante estas férias, porque a sociedade cria calendários escolares que não são compatíveis com os calendários de trabalho, onde os pais depois não têm nem tempo, nem paciência para “aturar” os filhos durante estes meses e depois, todas estas actividades que, acho eu, mereciam ser passadas em família, valorizadas entre irmãos, como passagem de testemunho de pais para filhos ou simplesmente um bom fim-de-semana em família, enaltecendo o papel e o valor desta, não, são antes pelo contrário um descoro destes valores. E olhem que aqui a questão nem entra pela alteração do calendário das escolas ou algo parecido que possam estar a pensar, aqui a solução entraria por não se preferir o comodismo de entregar os filhos à porta de um acampamento ou seja o que for, por, em vez disso, pegar neles e ir passar um ou dois fins-de-semana fora, leva-los em visitas ao trabalho, inscreve-los em instituições de voluntariado, etc.

Juntando a isto tudo a facilidade com que as televisões se vendem, passando inúmeras reportagens de publicidade a estes campos, alguns até patrocinados por eles ou por empresas que pertencem ao mesmo grupo ou filiais suas, tudo isto em horário nobre. As televisões privadas, bem, ninguém lhes pode dizer, para além de mudar de canal, o que devem ou não passar, mas acho que, na televisão pública, que tem como dever fornecer um serviço público, podiam parar de aparecer notícias destas ou melhor, publicidades destas constantemente há hora de almoço ou do jantar. Classifico esta “prostituição” da televisão à publicidade barata denotativa e pejorativa de valores familiares, manipuladora de mentalidades e atitudes, de triste. Aliás, vergonhosa.

Mas, como tudo isto se passa numa sociedade livre, em Portugal, onde ainda não se explicou a ninguém o limite da liberdade, onde uns acham que se não são influenciáveis e donos de si, mas depois andam com t-shirts da banda tal ou vestem os mesmos calções que os gajos dos morangos; como vivemos num pequenino local a beira-mar plantado onde os autocarros de transportes públicos são iguais aos utilizados em países subdesenvolvidos; como se vive num pais onde a palavra sexo, ou homossexual são estigma, onde estes nem se quer podem ser dadores de sangue (mas isto fica pra outra rubrica); como vivemos aqui, onde as pessoas ainda são julgadas pelo tamanho da carteira, pelas fofoquices e pelos carros que têm estacionados à porta; a única solução que tenho para este problema seria: pedir um subsidio à CM comprar uma fábrica abandonada, fazer dela uma espécie de quartel e dar-lhe um nome todo catita, ligar para as tv’s, fazer uma reportagem toda gira sobre o meu campo de férias e só com um mês de negócio pagar todos os investimentos.

Acho que seria ser “tuga” como se deve de ser, num país onde a frase “junta-te a eles” é lei, onde todos sabem da corrupção e só os que levantam o dedo são punidos, sujos como a lama e fracos como a revolução, que parece ter virado muitas casas de pernas para o ar, mas que, de pernas para o ar, só alguns ficaram.

17 comentários:

Tete Franco disse...

Isto é que se chama um grande post lol não fazes por menos tu :b
Ora vamos por partes lol em relaçao ao campos de férias, como todas as coisas, tem as suas vantagens e desvantagens. Acho uma boa medida para os pais que nao têem onde deixar os filhos, é bom para crianças e pré-adolescente que em vez de passarem as férias a ver tv e net, tenham 1001 actividades interessantes para fazer. A desvantagem é, como tu dizes, a perda de muitas coisas, tais como valores e laços familiares. Ha 20 ou 30 anos atrás, com quem ficavam as crianças? Avós, tios, ou entao iam para o trabalho com os pais. Obvio que coisas como estas influenciam bastante na educação.
Quanto ao facto da propaganda a estas coisas, bem-vindo à crise lol nao critico de todo, na verdade é assim que as coisas funcionam, claro que era desnecessario ser em massa, mas que até da jeito, la isso dá.
E nao percebo o que tens contra os calçoes dos morangos, ha la rabinhos de meninos que ficam muito bem neles LOOL (brincadeirinha) :p a globalizaçao tambem nunca foi coisa que me enche-se muito o olho lol

"Anda à roda como a moda entre Zara's e Bershkas
Está na moda, cheira coca, duas linhas por festa
Geração clonada, treinada parecem freaks
Vai para a night, zona vip, fica a fazer bicos
!!Ideais que nos diferem, gostos são segundo plano
Sou como o Fidel e parto com um discurso urbano!!"

Sabes o que te digo? acho que somos dois revoltados cronicos xD
P.S: continuem com este espaço, está brutal rapazes e a unica menina do grupo, so podia ser minha prima xD

João Pereirinha disse...

Boas, é verdade eu não costumo nem gosto muito de comentar comentários ou lhes responder, mas este não podia deixar passar mesmo.

Pois é, obrigado de facto pela tua opinião Teresita, o que eu quero mesmo esclarecer é um ponto que ai referiste em tom de brincadeira:

Eu não tenho nada contra os calções dos morangos, não gosto, como disse no post, é de pessoas que dizem-se intocáveis e sob qualquer tipo de influência e depois sim, vestem os ditos calções dos morangos. Estás a perceber? É que acho ridículo as pessoas que se acham assim, porque a sociedade de hoje em dia, e de sempre, baseia-se nisso, na troca de influências, segundo as quais és mais susceptível ou receptivo a umas que a outras, mas têm-las.

Quanto a isso da globalização, lá está, até finais dos anos 90 tivemos digamos que a parte boa, a partir de aí esquece. Tirando as condições económico-financeiras um adolescente no meio do Alentejo é quase o mesmo que um adolescente no meio do Texas... fazem o mesmo, vê as mesmas séries, compram as mesmas roupas, até vão aos mesmo acampamentos, enfim... tu sabes.

Beijinhos e abraços à tia
Façam muito amor e tenham um bom dia.

João Pereirinha

Anónimo disse...

Nunca dei grande atenção á publicidade que fazem aos campos de ferias.
Quando era mais nova via-os como campos de concentração onde se juntava um grande grupo de jovens todos os verões, e nesse grande grupo existiam outros mais pequenos que gozavam com os mais fracos, podia nao ser bem assim mas era só essa imagem que passava á minha frente e isso assustava-me um pouco.

Mas isso é uma questão pessoal.

O unico contra que hoje em dia encontro nos campos de ferias, é o preço. Tanto pelo acampamento, como pelas actividades. Mas tambem temos que ver que esses Balurdios pedidos tem o seu destino definido... Como seguros contra todos os riscos, aluguer dos materias precisos para as actividades, monitores, comida... etc.
Sao logo coisas necessárias e cáras!

Eu acho que uma criança ao ferquentar o campo de ferias nao perde os laços familiares conseguidos até á idade em que a criança se encontra... A meu ver, acho que até fortalece.

Como a teresa disse á 20 ou 30 anos atras as crianças ficavam com familiares.
Sim ficavam, mas nao para passarem uma ferias animadas... A maioria ja eram meninas domesticas que trabalhavam nas coisas de casa, e os meninos iam para o campo com os pais. E á 20 ou 30 anos, quem tinha mais possibilidades economicas o que fazia? Optava pelo estrangeiro. levavam as crianças com mais de 3s ou 4 amas para cuidarem dos meninos enquanto os pais frequentavam os melhores teatros e cinemas.

Hoje em dia ainda podemos ver essa imagem, cada vez mais o pais têm menos tempo para cuidar das crianças, deixando-as em amas, infantarios, etc...
Nao concordo com a ideia de se deixar as crianças com os avós, eles sempre têm uma forma de ver o mundo diferente do século em que vivemos, podem dar-lhes muito amor, e carinho. Mas á medida que crescem as coisas tornam-se mais dificeis.

Digam-me, quantos de voces conseguiriam viver com os vossos avós 24h por dia?

Falo por mim, 12h já é muito!

Bem acho que já falei de tudo o que me despertou mais interesse.

(deve tar ai uma enorme salganhada)

xD TG*

João Pereirinha disse...

É uma interpretação Tânia, mas o que eu critico mesmo à séria é o "vender" dos jornalistas...
Até digo que se divertem... e acredito nisso, a diferença é que e fores à Suécia os pais têm tempo semanal e de férias suficiente para passar com os filhos e este tipo de campos são não mais não menos que um complemento, um extra, em vez de uma necessidade....

Pronto, o que eu critico deveras está nos três últimos parágrafos, onde faço um apanhado sintetizado de tudo o que já foi dito, elevo o tema para uma pose mais geral e voz tento explicar que o problema não é do vizinho, mas sim da sociedade, da corrupção que todos vemos e ninguém condena, (esperto é aquele que a sabe utilizar)... Isso sim, mancha-nos e degrada-nos como sociedade... estas palavras são totalmente corroboradas por José Rodrigues dos Santos numa entrevista à RTP N há duas semanas...

Beijinhos e isso tudo, bom dia xD

J.P.

catia disse...

campos de ferias-->sim tens razão para alguns pais os campos de ferias servem apenas para depositar os seus filhos que não tem paciência para os aturar, já para outros pais deixar um filho no campo de ferias é um sacrifício, fazem-no por o simples facto de que a sua profissão não deixe eles aproveitarem esse tempo em família.
homossexuais e dadores de sangue-->no pais em que estamos até acho que poderia ser pior =P

Daniela Ermitão disse...

Sim senhor, menino João. Muito bem, como SEMPRE!
Em relação ao tema sobre os Campos de Férias, é verdade que muitos pais o fazem por estarem fartos deles; uns por serem muito pequenos e estarem na idade dos porquês, outros por estarem na adolescência e entrarem em depressão, e outros por já serem grandes demais e só comerem e dormirem. Entretanto há outros que o fazem para os filhos se sentirem mais à vontade, em contacto com outro tipo de pessoas, de ambientes, etc. Isso é bom por um lado, uma vez que agora é sempre tv + net os melhores passatempos, mas mau por passarem muito menos tempo com os filhos... Acho que essencialmente é isso :D

Beijinhos da cara feminina e mais jovem do Blog.

Danihell ^^

Raquel Figueiredo disse...

Está bastante bom o post, João. Parabéns. :)
Quanto ao tema, eu sou da opinião que é algo que não deve ser 'incumbido' a ninguém ainda que muitas das vezes seja mesmo a única solução para os pais, já que como referiste muitos dos calendários de trabalho não coincidem com o escolar. Já vi uma ou duas reportagens sobre isso, acho que em alguns casos até cosegue ser apelativo, eu mesma também não me importava de experimentar, consoante o campo e nanana, mas claro se fosse do meu interesse, e talvez com alguns amigos, poderia ser uma boa experiência. Adorei o termo 'depositar crianças' lol. Acho que a publicidade é algo óptimo, ainda que em massa, consiga actuar na cabeça de alguns quase como que uma lavagem cerebral.
Sobre a ultima parte, acho que sim, mas uma fábrica? ah, não precisa ser um espaço tão grande, vai por mim, arranja uma cave, fazes umas boas curtas metragens e em dois ou três dias, até já excursões tens com destino aí e os lucros em alta x'D

beijinho *

André P. disse...

Bela posta aqui do Johny, como já to disse na cara! lool

Por parte, acho que faz todo o sentido, o que disseste, João, mas se nos pusermos no lado dos nossos pais... a história é diferente... Um puto de 8-9 anos exige pelo menos umas 5 ou 6h por dia para cuidados, carinhos, limpar o que partiram, etc... supondo que uma pessoa normal dorme 8 horas, 8+6=14h, ou seja, são 14h do dia que não utilizam para eles mesmos (sim, que os pais também são seres com desejos, vontades, prazeres e necessidade de tempo para os mesmos...) intercalando com as horas de trabalho... ficam para aí com umas 4 horas por dia para eles, ou menos... Bom, ao ponto onde quero chegar é... eles também têm direito às férias... agora, pergunte-se a um puto se prefere passar uns dias com a avó ou num campo de férias?

Eu sei, diferentes as pessoas, diferentes as opiniões, mas continuo a achar que a maioria iria preferir um campo de férias, até porque podem convidar o primo e a prima para irem com eles... O dinheiro é um facto importante, mas à partida, quem pensa em pôr o filho uma ou duas semanas num sitio desses tem o dinheiro para o pagar!

Agora há um factor importante... a vontade dos filhos, ou seja, uma coisa é chegar lá e "depositar" um puto aos berros a dizer que quer ir ter com os pais, e outra coisa é uma criança que aceitou estar onde está e gostar de onde está! E aí é que entra a parvoíce... alguns pais estão-se bem lixando para isso... chegam lá e põem uma dúzia de crianças a chorar porque querem ir ter com os pais tornando muitas vezes aquilo desagradável!

É mesmo um grande tema, tem muita margem para debate, sim senhor!

Abraços e Beijinhos,
André

Mateus disse...

bem... grande post... muitas ideias... muitas opinioes... tudo muito junto! ...

Let's break it down!

Ponto 1 - Campos de ferias - Acho sem grande duvida que são bons!
1º porque é um sitio para as crianças passarem ferias!
2º porque é um sitio para os jovens da nossa idade ganharem dinheiro como trabalhadores.
3º Os pais tem de ter consicencia do que os filhos querem e nao "deposita-los" contra sua vontade. (ainda que as vezes mereçam e ai tudo bem)
4º Nao acho que os laços familiares se percam, pois este ano lectivo tive a estudar em setubal e apesar de ser perto, para poupar dinheiro so ca vinha para ai uma vez por mes! e n perdi laços familiares nenhuns! LOL

2º Ponto - As televisoes vendidas - Acho que não há nada a fazer!
1º as televisoes precisam de dinheiro! Senão fecham! Por isso é que há tantos rogramas de merda mas que os idosos (maior parte das audiencias) gostam!
2º Se fossem so programas de cultura e coisas boas, era optimo para a sociade mas quase ninguem via televisao e entretanto fechavam todas!
3º Se fizerem como eu, simplesmente nao vêm televisão e pronto!

3º e ultimo ponto a sociedade - A sociedade é o que vemos! mas também não acho que esta melhor ou pior do que há uns anos atras! Está bem que há pitas, corrupção, assaltos, etc etc... Ela está estragada e em principio sempre continuará assim! porque é assim que rende!
Temos de tentar muda-la! Mas temos de ser inteligentes e não brutos! LOL Há que saber fazer as coisas, quanto mais disfarçadamente melhor! LOL

Acho que já disse tudo!

Ah! não me acho assim tao influenciavel e ando com camisolas da banda X e Y! ... Simplesmente porque gosto das bandas! ... Nunca nenhuma delas me deu beneficios sociais (como os calçoes dos morangos podem dar), ou me colocaram em grupos... So a minha maneira de ser e as coisas que digo o fizeram! ... Agr sim! ta tudo!

Beijinhos e Abraços!
MS - O gajo das terças! (GT)

Viarco disse...

Epá, o blog tá bacano e tem posts muito engraçados. Eu não sou muito gajo de comentar em blogs mas este tema dos campos de férias chamou-me a atenção...

E chamou-me porquê? Porque eu, em pequeno, frequentei colónias de férias (penso que ambos os termos sejam correctos para referir a mesma coisa) "fechadas" e "abertas" (a diferença é a existência ou não de alojamento´, respectivamente, próprio da colónia) e desde os 15 anos que "trabalho" como monitor auxiliar nessas mesmas colónias que frequentei, todos os Verões...

E deixa-me que te diga que a tua imagem das colónias de férias é BASTANTE destorcida da realidade.

Compára-las a campos de concentração? Não são os monitores nem os organizadores que vão bater às portas e raptar os putos para os ter nas colónias. São os pais que os põe lá! Se é contra a vontade dos miúdos ou não, isso não é culpa das colónias. Isso é culpa dos pais que são maus pais!

"O preço que a sociedade paga"? A colónia de férias "fechada" que frequentei e em que trabalho agora (vou falar da minha porque não conheço outras) têm uma casa própria, afastada dos centros urbanos e no meio do campo (onde se respira AR PURO!). Nesse recinto, existem condições de alojamento para albergar os miúdos durante o período de actividade da colónia, dormida incluída. Logo aí, o facto de miúdos de 7 ou 8 anos dormirem longe dos pais já contribui para a futura independencia desses miudos como cidadãos. Ou preferes ver adolescentes de 19 anos agarrados à sainha das mamãs? Não sei...

Essa colónia de férias incentiva à socialização dos miúdos uns com os outros, sejam eles de diferentes raçãs, sexos, religiões, etc. Isso contribui para desenvolver futuros cidadão tolerantes e conscientes das diferenças entre uns e outros a nível mundial. Ou se calhar preferes os miúdos que levam uma educação restrita, imposta pelos pais, para depois crescerem serem políticos que repudiam homossexuais? Espera, acho que li qualquer coisa no teu post acerca disto...

O facto de a colónia ser no meio do "mato" significa que existe imenso espaço que é aproveitado para actividades ao ar livre, actividades essas que te garanto que são dinamizadas e exploradas AO MÁXIMO, tanto por participantes como por monitores, quer a nível físico, quer a nível individual. Ou se calhar preferes ver as reportagens sobre os miúdos que passam dias e dias em frente à televisão, a jogar Playstation e a comer que nem alarves? Sem dúvida um belo futuro para a sociedade...

Na minha colónia, os pais dão X dinheiro aos miúdos no início da colónia e cabe aos miúdos fazer a gestão do mesmo (os mais pequenos são auxiliados pelos monitores). Esse factor contribui para os miúdos aprenderem a gerir os seus recursos financeiros, coisa que alguns adultos não sabem fazer. Não contribuirá esse factor para ajudar a criar adultos mais responsáveis a nível financeiro, então agora em alturas de crise?

Muitos dos miúdos que frequentam a minha colónia têm um agregado familiar bastante complicado. Pais que batem em mães, mães que se prostituem, relações com drogas (tráfico e consumo), prisões, etc...

(continua)

Viarco disse...

(continuação)

No meio disto tudo, não serão estes "depósitos de crianças" um pequeno paraíso para os miúdos? Ou a tua ideia de uma melhor "sociedade futura" passa por presidiários, putas e traficantes? Se calhar, achas piadas quando vês míúdos de 10 anos a pedir esmola ou a roubar...

Existe ainda um dia especial para a visita dos pais à colónia, a fim de matar saudades dos miúdos e de passar algum tempo com eles a conhecer a região, almoçarem no meio do campo, irem à praia, etc.
E, à tarde, são promovidas actividades lúdicas que envolvem maioritariamente a participação dos pais, fazendo-os passar por miúdos de novo (o que muita gente chama "fazer figuras de puto").
E achas que os pais se importam? NADA! Alguns parecem mais crianças que os próprios filhos. E a miudagem ri à gargalhada quando vê que os pais afinal tabém são (e já foram) crianças...

Sou capaz de encontrar mais mil e uma vantagens das colónias de férias (as outras não devem diferenciar muito da minha) mas isso requer algum pensamento mais demorado e ponderado...

Pensamento final: Tenho 19 anos, frequento aquele "campo de concentração" há 12 (sensivelmente) e NUNCA, NUNCA! soube de um míudo, pai ou funcionário que não tivesse gostado daquela colónia e que não desejasse voltar lá no ano seguinte. Ainda hoje em dia, mantenho muitos contactos com antigos participantes/funcionários e ainda recordam essa colónia com saudade...

É muito fácil falar quando não se tem experiência. E é mais fácil ainda generalizar...

Campos da concentração!? Sabes o que foi o holocausto por acaso? Ou és daqueles palhaços que acreditam que um dos maiores massacres da história da humanidade foi uma fantochada?

QUEM DERA a muitos judues experimentarem 1/1.000.000.000 da tortura existente nos teus campos de concentração!!

Outra coisa: as influêcias.
Todos os activistas anti raciais que aí andam a protestar não podem ser irrevenrentes. Andam a copiar a ideologia de Martin Luther King.

Todas as manifestações de homossexuais que ocorrem não são dignas de consideração. Foram "influenciados" por Harvey Milk.

Todas as bandas de garagem que aí andam não são dignas sequer de ser faladas, quanto mais ouvidas. São "cópias" de Offspring's e Nirvana's.

Então também tu perdes a credibilidade só por usares calças de ganga, visto que estás a usar um produto tornado famoso por outra pessoa (neste caso Levi Strauss).

Tudo bem que isto são exemplos extremos e de fácil desacreditação. Tu com duas ou três palavras bonitas desmentes as minhas teorias (ou então as pessoas tomam o teu lado porque ficam confusas).
A mim pouco me importa. O que me "picou" foi teres começado a "descarregar" sobre um assunto do qual não tens a mínima noção acerca do que falas. Mais me picou ainda ver os teus amigos a apoiarem-te, tendo tanta ou menos experiencia sobre o assunto que tu. "Bué" irreverentes!(desculpa lá o termo dos Morangos)

"São campos de concentração e depósitos de crianças... mas gostava de experimentar". Epá, não faças uma coisa dessas!! Para o bem da tua saúde!

Gostavas de experimentar porquê se condenas? Porque tá na moda? Ui, que irreverente que ele é...
Há dias ouvi na SIC Radical o JEL a falar a sério e ele disse uma coisa bastante sábia:
"Muita gente atrai quem sabe gritar mas muito perigoso é aquele que grita sem ser a brincar"


Mas nem tudo é mau: Sou 100% sincero e apoio a tua tese acerca da televisão nacional.
Mas com tanto assunto para falar (Tertulias Cor de Rosa, Tardes da Julia, as noticias sobre a vida do Roanldo precisam de 3 noticiarios só pa aparecerem todas, desde o periquito dele até à unha do pé que se partiu) foste logo acertar num assunto que, bem vistas as coisas, nem é assim tão mau como publicitas.

Enfim, pronto eu também não sou perfeito...
Fica bem e melhor sorte para a próxima ;)

Mafalda disse...

Pois...respondendo a este comentario, eu ontem disse ao joão que ele podia vir a ser mal interpretado devido a ter escrito tanta coisa sobre os campos de férias e só nos ultimos paragrafos se ter focado na sua real critica (a publicidade televisiva a respeito desse assunto).
Como comprovo foi isto que aconteceu porque sei que quando ele manifestava ate vontade de alguma vez ter ido para um desses campos nao estava a ser irónico nem nada que se parece-se.
A critica deste post está mesmo, como ja referi, na publicidade televisiva e nao ao modo de funcionamento dos campos de ferias e a estes propriamente ditos. Podia ter escolhido outro tema para criticar relativamente à televisao como as fofoquices da vida do Cristiano Ronaldo sim, mas na minha opinião nao me parece ser um tema que interesse nem ao menino Jesus, nem um tema para os jovens como se dedica este blogue a publicar.
Talvez te tenhas "picado" mais pela forma "sem papas na lingua" e entuada como ele escreve e também porque, lá está, és monitor num campo de ferias. Mas acho que em certo ponto não interpretas-te bem o post.
Eu nunca frequentei um campo de férias mas imagino que até teria gostado, e digo desde já isto para que não penses que tudo o que escrevi é porque sou contra os campos de férias.

bem, os blogues servem para isto mesmo, partilhar opiniões.

também ja dei a minha e por isso me despeço.

beijinhos
Mafalda

João Pereirinha disse...

Bem, “Viarco”, acho que no fundo, não soubeste ler como deve de ser o meu post e bloqueaste numa ou duas expressões.
Primeiro que tudo quero explicar-te, caso não tenhas percebido, que a minha crítica não vai aos campos de férias, mas sim à sociedade, que cria, como tu dizes e bem, oportunidades para que estes existam. Ora, se leres o que escreves dar-me-ás razão. Já viste que a sociedade em que vivemos é tão “deficiente” (e vais mais uma vez desculpar-me o termo) que os míudos de hoje em dia têm que ir para um campo de férias para não andarem “agarrados à sainha das mamãs”, mas depois só saem de casa dos pais aos 30 e muitos porque a sociedade não lhes dá meios sociais de sustentação; já reparaste que para se ensinarem valores de tolerância e respeituo mutuo para que se possam “desenvolver futuros cidadão tolerantes e conscientes das diferenças entre uns e outros a nível mundial” é preciso também ir para um campo de férias ou seja lá o que for, porque ainda hoje em dia se discriminam os homossexuais assumidos nas listas de dadores de sangue e ainda hoje parece que nas escolas não podes ser branco entre os pretos, ou preto entre os brancos se não és discriminado; E como tu disseste, a sociedade é tão boa, que para se respirar oxigénio ou se praticar “actividades ao ar livre” também é preciso ir para um campo de férias, porque as cidades não têm quase espaços verdes e os que há fora das cidades regra geral estão mal aproveitados; e é triste, como tu dizes, que para os miúdos de hoje “aprenderem a gerir os seus recursos financeiros, coisa que alguns adultos não sabem fazer” tenham que ir também para um campo de férias, para que não tenham que andem “10 anos a pedir esmola ou a roubar” ou terminem no futuro em “presidiários, putas e traficantes” e isto passa-se porquê?
Eu digo-te, mais uma vez, porquê. Porque vivemos numa sociedade onde as televisões fazem isto, contratos com agências onde passam uma reportagem especial sobre o campo/retiro/etc. e depois e lhes vendem um ou dois actores das suas séries televisivas para participarem nas actividades e depois, consoante a publicidade eles ganham um x e os donos dos campos outro x. E de facto, tudo isto só existe porque há crianças que têm “pais que batem em mães, mães que se prostituem, relações com drogas (tráfico e consumo), prisões, etc...”
(continua)

João Pereirinha disse...

(continuação)
E eu até chamo de isto conflito e agora sim, isto leva-los à comparação/metáfora que te bloqueou: campos de concentração.
Eu sei o que são campos de concentração, e também sei o que se passou na segunda guerra mundial, sendo até o ano de 1947 o ano da história da Humanidade com maior registo de mortes, mas também os campos de concentração não deixaram de existir com Hitler ou Estaline, como deves de saber. E até posso deixar aqui a explicação sobre o que é um Campo de Concentração para que possas perceber e aceitar um pouco melhor a minha metáfora:
Campo de concentração é um centro de confinamento militar, instalado em área de terreno livre e cercada por telas de arame farpado ou algum outro tipo de barreira, cujo perímetro é permanentemente vigiado.

“Os campos de concentração são utilizados para a detenção de civis ou militares, geralmente em tempos de guerra.” Até aqui percebido, “Não integram os sistemas penitenciários, onde são detidas pessoas condenadas por infringir a legislação de um país.” Aqui diz um dos pontos que me ajuda, nenhum dos putos é enviado para lá também por cometer crimes, “São quase sempre instalações provisórias, com capacidade para abrigar grande quantidade de pessoas, normalmente prisioneiros de guerra, que, no melhor dos casos, podem vir a servir como moeda de troca com o inimigo, ou permanecer presas até a resolução do conflito.” Isto foi o que tu me disseste, que muitos dos putos vão para lá porque têm problemas com os pais ou “conflitos” com estes, “ No terreno são dispostos, organizadamente, barracões para dormitórios, refeitórios, escritórios e finalidades complementares.” Acho que, mesmo sem lá ir, já vi muita publicidade, e tudo isto (última frase) está presente. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentração)
Resta-me apenas explicar-te ou reformular a questão: “onde uns acham que se não são influenciáveis e donos de si, mas depois andam com t-shirts da banda tal ou vestem os mesmos calções que os gajos dos morangos” pois, se leres com atenção eu estou a criticar apenas quem não admite isto, eu admito isto e conheço isto, quem eu critico é quem o faz mas diz que não é assim não sei porquê, pois a sociedade baseia-se nisso mesmo, na troca de influências e experiências de uns para os outros, como eu defendo que deveria de ser de pais para filhos a meio do texto, e quando tu dizes, ao referires as manifestações e movimentos e bandas de rock que não passam de “imitações” eu não vejo mal nenhum nisso e corroboro isso com uma frase de Eduard Punset que diz que “somos uma espécie que não sabemos reconstruir o futuro além de reconstruir e misturar o passado” .
Ah e só pra terminar, adoro Nirvana sou contra extremismos, não gosto de preconceitos, mitos ou discriminações infundados e palhaço, palhaço sou todos os dias :D

Beijinhos e abraços à tia
Façam muito amor e tenham um bom dia

Viarco disse...

Os pontos base do meu comentário foram que te perdes-te demasiado sobre uma coisa que (aparentemente) não querias criticar, dedicando muito menos tempo à própria crítica em si.

Fizeste um "bicho de sete cabeças" das colónias de férias quando, se calhar, querias falar das televisões que se vendem, da sociedade que é cheia de problemas, etc, etc...

Se as colónias de férias fossem o pior da sociedade, andávamos nós muitíssimo bem!!

A sociedade está má? Está!
As colónias de férias têm sucesso à conta da sociedade? Têm!
As colónias de férias são fontes de rendimento? São!

Mas isso não quer dizer que sejam agravantes da situação actual da sociedade. Não são empresas multinacionais extorquistas nem instituições que praticam corrupções milionárias...

Dão emprego a jovens como eu e ainda fortalecem o currículo profissional (além do carácter, obviamente).
Se fores a ver bem todos os pontos que frisei (acerca das colónias), até servem para melhorar a sociedade actual (na sua respectiva dimensão, é claro).

Não nego que tenhas jeito para escrever e que sejas capaz de construir críticas construtivas.
Mas, se calhar, perdes-te (ou pelo menos desta vez perdeste-te) a falar de coisas alheias ao teu raciocínio.
Numa crítica que querias fazer às estações nacionais de televisão, escreves-te 3 ou 4 parágrafos a falar de colónias de férias e apenas 1 ou 2 a falar das estações em si.

Podias ter usado (como fizeram os teus comentadores) o facto de a programação em Portugal ser extremamente virada para o público idoso e donas de casa com tertúlias, tardes da Júlia, etc...
Não existe, por exemplo, um único canal de música 100% português (como a MTV nos Estados Unidos) ou de séries (como a FOX), programação orientada para os jovens. Isto só para dar dois exemplos...
Em vez disso, temos de levar com novelas brazucas e as novelas da TVI (que depois de se ver uma, já se adivinha as outras todas).

(continua)

Viarco disse...

(continuação)

Mas enfim, é a sociedade degradada em que vivemos.
E as colónias de férias são consequências dessa sociedade, não o nego.
Mas não são o "cancro" que deste a entender, chegando a compará-las a campos de concentração.

Têm muitas coisas em comum. São espaços isolados? São. Têm condições de abrigo? Têm. Têm altas densidades populacionais, quando em actividade? Sem dúvida!
Mas, à parte dessas semelhanças, existe uma diferença que chega e sobra para deitar por terra qualquer parecença: são as interacções entre as pessoas que frequentam uns e outros.

Pronto, não gostei da maneira como atacaste uma coisa que eu tenho em tão boa conta. Espero que tenha contribuído para melhorar a tua opinião acerca do que (realmente) são colónias de férias.

E outra coisa: em 3 anos de monitor que lá fiz, ainda me estão a dever ordenados de 2. E já não vou para lá como monitor há 2 anos (não por vontade própria).
Ou seja, já vai para 4 anos que há uma pessoa que me deve dinheiro (e muito, do ponto de vista de um jovem) com a qual eu assumi um compromisso de honra e não um contracto de trabalho (logo não tenho bases judiciais para lhe exigir aquilo que me prometeu).

Isso sim, são cancros da sociedade. Pessoas sem honra.

Mas achas que me recusava a voltar a trabalhar lá só por causa disso? Achas que não lá voltava, sabendo que me sujeitava a isso mas tendo consciência das experiências que já lá tive? Hoje em dia posso dizer que sou melhor pessoa, em parte devido ao tempo que passei em colónias de férias.

Aliás, sugiro vivamente que, se quiseres passar um bom bocado e ganhar algum dinheiro, te inscrevas como monitor numa dessas colónias de férias ou que, de alguma maneira, consigas ter um "cheirinho" do que é uma. Apenas salientei aqui os benefícios materiais. Os outros acho que já os enumerei e deixo para que tu os descubras...

Abraço ;)

PS: Não me lembrei que, ao meter a minha conta do Google, fosse aparecer o meu nick. Chamo-me André Pedro. Só porque não gosto de me sentir "protegido" por falsas identidades quando o assunto é sério.

Mateus disse...

LOOOOOOOL!!!! Diverti-me imenso ao ler os "picansos" entre o andre e o pereirinha! ...

Como deu para perceber no meu comentario, estou mais de acordo com o andre do que com o joao! ... Queria apenas deixar claro que tambem eu acho (como a mafalda) que o joao se perdeu um pouco e por isso possa ter sido menos bem interpretado!!

Ainda assim parabens pelo post, pela troca de ideias aqui debatidas.