« A eutanásia representa actualmente uma complicada questão de bioética ou biodireito pois enquanto o Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte. » Entretanto, existe também a distanásia, que aposta, a todo o custo, assegurar que o doente vive o máximo de tempo possível; ou seja, é exactamente o contrário de eutanásia.
Este método é geralmente aplicado em doenças crónicas, quando não há cura possível de certa doença. Neste momento há muitos prós e contras, e em Portugal e no Brasil ainda é ilegal a eutanásia, por motivos de religião, cultura, e muitos acham que viver é sempre a melhor opção, embora eu não concorde. Quando as pessoas não estão em condições de decidir o que querem, então sim a distanásia é o mais certo. Mas, quando os doentes só sofrem e acham que o melhor é acabar com a vida, então isso sim é algo que devem ponderar. Há doenças que não justificam o esforço dos familiares e amigos; médicos também. Quando alguém entra num estado de saúde crítico (fisicamente), todo o resto do corpo e mente vai sentir esse abalo. Sendo assim, psicologicamente, a pessoa fica confusa e acaba num estado de demência. É isso que no fim ainda a vai matar.
Entretanto, já que insistem em fazer essa pessoa viver, ainda que em sofrimento, esse mesma vai tentar o suicídio, como é provável.
"Faz pouco ser um pouco perdido, faz parte começar outra vez. Faz parte ir atrás dos sentidos..."
Suicídio ou eutanásia? Viver ou distanásia?